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PIB do agro inicia 2019 com leve queda

25 de abril de 2019

O PIB do Agronegócio brasileiro apresentou ligeira queda de 0,15% em janeiro de 2019, de acordo com pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Segundo pesquisadores do Cepea, a pequena retração está ligada ao resultado negativo observado para o ramo pecuário, de 0,6%, tendo em vista que o agrícola registrou estabilidade. Entre os segmentos do agronegócio, apenas o de insumos cresceu em janeiro, mantendo a tendência de alta já verificada em 2018. 

 
O segmento de insumos agrícolas foi impulsionado pelas indústrias de fertilizantes e de defensivos. Quanto ao ramo pecuário, a alta no segmento de insumos em janeiro refletiu principalmente o comportamento da indústria de rações, favorecida pela elevação de preços. Apesar disso, o faturamento esperado para essa indústria segue pressionado pela menor produção esperada, prejudicada, entre outros fatores, pelas restrições à importação do frango brasileiro.  
 
As reduções do PIB no segmento primário refletem o aumento esperado dos custos de produção, tanto no ramo agrícola quanto no pecuário. Esse resultado, por sua vez, esteve atrelado ao aumento nos preços do diesel, à possível ampliação do uso de fertilizantes e defensivos na agricultura e aos maiores preços da ração e do milho na pecuária. 
 
No caso da agroindústria de base agrícola, a menor produção esperada para o ano pressionou os resultados de janeiro/19. Para a indústria de base pecuária, a renda do segmento esperada para o ano tem sido pressionada pelo aumento previsto dos custos de produção, embora os preços dos produtos pecuários industriais tenham, em média, se elevado em janeiro deste ano (em comparação com o mesmo mês do ano passado).
 
AGROSSERVIÇOS
O segmento de agrosserviços agrícolas foi pressionado especialmente pelo menor volume de produção esperado no elo industrial, com quedas de produção estimadas para indústrias importantes em termos de volume transportado e comercializado, como de produtos de madeira, celulose e papel, têxteis e vestuário e óleos e gorduras vegetais, além de outros produtos alimentares gerais. Quanto ao ramo pecuário, o resultado negativo reflete principalmente um efeito preço, com o estreitamento das margens ao longo das cadeias mediante elevação dos custos de produção no segmento primário (alta nas rações e no milho) e industrial (alta nos custos industriais gerais).

Fonte: Cepea
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