Notícias

Ministra instala comissão que vai estruturar agenda da produção sustentável

15 de abril de 2019

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) instalou na sexta-feira (12) a Comissão de Desenvolvimento Sustentável do Agronegócio, que tem como objetivo estruturar e publicar a agenda estratégica do Mapa para a sustentabilidade. O Brasil é o único país do mundo que tem a dupla vocação de grande produtor de alimentos e também de importante fornecedor de serviços ambientais. A ministra afirmou que produção agropecuária e o desenvolvimento sustentável precisam caminhar juntos, e cobrou ações efetivas da comissão para que o ministério seja protagonista no tema da produção sustentável para o Brasil e o mundo.

 
“Não haverá desenvolvimento se não houver renda, não adianta criar todo um discurso de sustentabilidade se não houver renda. O Brasil precisa achar um caminho para a sustentabilidade junto com a produção”, disse a ministra, na reunião. “O Brasil precisa mudar sua imagem de transgressor do meio ambiente. Isso não é verdade! Que daqui saiam ações importantes para a gente atingir o objetivo da produção brasileira ser altamente sustentável”.
 
Foram criados dez grupos de trabalho com a participação de todas as secretarias do ministério, para esmiuçar os temas ligados à sustentabilidade na agropecuária brasileira e aumentar a sinergia entre as áreas do ministério e seus programas. De acordo com João Adrien Fernandes, assessor especial de Assuntos Socioambientais do ministério, que coordena a comissão, a ideia é que seja publicada, ainda neste ano, a agenda ambiental estratégica do Mapa e criada uma estrutura integrada para responder às demandas que o tema impõe ao governo.
 
“O produtor brasileiro tem feito muita coisa pela preservação. Estamos implementando o Código Florestal e este é o único país do mundo onde a propriedade privada ajuda na preservação. A agricultura tropical baseada nas boas práticas promovidas pelo ministério ajuda na retenção de carbono na atmosfera. A agricultura brasileira é uma das grandes responsáveis pelo cumprimento da metas do Acordo de Paris e nós conseguimos aumentar em mais de 300% a produção e reduzir o desmatamento na Amazônia e no cerrado. Temos conseguido, de fato, dar grandes contribuições para a agenda da sustentabilidade”, disse Adrien.
 
Como o Ministério da Agricultura recebeu o Serviço Florestal Brasileiro, a Secretaria de Aquicultura e Pesca, a Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo e a Secretaria de Assuntos Fundiários, os grupos de trabalho vão reunir iniciativas anteriores e estudar de forma integrada temas socioambientais como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), o Programa de Regularização Ambiental (PRA), os planos de manejo florestal, a Cota de Reserva Ambiental (CRA), o zoneamento agrícola e ecológico, o Plano ABC, o RenovaBio, os programas de assistência técnica, as demarcações de terras indígenas e quilombolas, os programas de integração lavoura, pecuária e floresta, o Fundo Amazônia, o Programa Floresta Mais, entre outros. São ações que compreendem serviços florestais como o plantio em áreas degradadas, o inventário e monitoramento de florestas, entre outros.
 
Para o coordenador da comissão, o desafio do Ministério da Agricultura é estruturar todos esses temas e ver como é possível obter benefícios comerciais e econômicos com essa produção sustentável.
 
“A questão é como fazer da sustentabilidade um ativo econômico para que mercados mais exigentes remunerem de forma diferenciada esses produtos. Se o mundo quer uma agricultura sustentável, países como o Brasil devem obter benefícios. Não adianta a União Europeia fazer exigências ambientais, se compra produtos vindos de países sem a legislação ambiental que nós temos. Código Florestal, Cadastro Ambiental Rural, nós temos um arcabouço de contribuições ambientais que alguns concorrentes não têm. Ou vamos começar a ter benefícios com isso ou não vamos conseguir manter esse nível de sustentabilidade, porque isso custa caro”, disse João Adrien.
 
De acordo com a ministra Tereza Cristina, o país precisa ter um programa eficiente em que a iniciativa privada faça o manejo sustentável de florestas, combatendo a atuação ilegal de madeireiros e grileiros. Além disso, o Programa de Regularização Ambiental (PRA) precisa funcionar, a cota ambiental tem ser implementada o mais rapidamente possível e o Ministério da Agricultura tem de assumir o protagonismo nessas ações.
 
“Temos de cuidar das nossas florestas fazendo como que elas sejam utilizadas de maneira produtiva. Só assim vamos conseguir combater a ilegalidade”, disse a ministra.

Fonte: Mapa
Voltar Imprimir
Deixar um comentário
Nome
Comentário
 

Notícias recentes

Seguindo plano para retirada da vacina contra aftosa MS apresenta ações em reunião do PNEFA 25 de abril de 2019 A equipe da Iagro está desde ontem (quarta, 24) em Curitiba (PR), no segundo encontro dos Estados que compõe o Bloco 5 (Paraná, Rio Grande do Sul, ...
Exportação de gado vivo bate recorde e esquenta debate interno 25 de abril de 2019 Um por um, os bovinos vão descendo do caminhão, em fila indiana, monitorados por estivadores; percorrem um pequeno corredor com laterais fechadas, p...
PIB do agro inicia 2019 com leve queda 25 de abril de 2019 O PIB do Agronegócio brasileiro apresentou ligeira queda de 0,15% em janeiro de 2019, de acordo com pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados ...
Simpósio aborda experiências em conservação de raças ovinas locais 24 de abril de 2019 A Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), a Uniderp, a Fundação Manoel de Barros e a Embrapa realizam nos dias 25 e 26 de abril o Simpósio ...
China confirma novos focos de peste suína em província 24 de abril de 2019 O Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China confirmou que foram detectados novos focos da peste suína africana (ASF, na sigla em inglês)...
RS realiza pedido para se tornar livre de aftosa sem vacinação 24 de abril de 2019 O Rio Grande do Sul se somou, esta semana, à lista de Estados que buscam o título de livre de febre aftosa sem vacinação. A Secretaria da Agricult...
Tereza Cristina: “Nossa agricultura precisa de mais tranquilidade, de mais segurança para produzir” 24 de abril de 2019 A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) afirmou nesta terça-feira (23) que melhorar o programa de subvenção ao seguro r...


Foto: Divulgação | Mapa
A agricultura tropical baseada nas boas práticas promovidas pelo ministério ajuda na retenção de carbono na atmosfera