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Bancada ruralista renova mais da metade dos mandatos, mas sofre baixas importantes

09 de outubro de 2018

Uma das representações mais fortes no Congresso Nacional, a bancada ruralista conseguiu manter mais da metade dos parlamentares que se candidataram nessas eleições. É o que mostra levantamento feito por Globo Rural, com base na relação de integrantes do grupo, divulgada no site oficial da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), e nos resultados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 
A pesquisa considerou apenas candidatos a mandatos de deputado federal ou senador, excluindo da contagem os suplentes e candidaturas a cargos fora do legislativo federal, como governador ou deputado estadual. Ao todo, 205 componentes do colegiado disputaram as eleições parlamentares. De 192 deputados federais, 55,21% (106) permanecem seja na Câmara ou Senado.
 
A maior parte se manteve onde está. Caso de Luiz Nishimori (PR-PR), relator do Projeto de Lei 6299, que muda regras de avaliação e fiscalização de agrotóxicos e da deputada Tereza Cristina (DEM-MS), atual presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA). Já Luiz Carlos Heinze (PP-RS) muda de endereço. Termina essa legislatura como deputado e na próxima será senador. O mesmo aconteceu com Izalci Lucas (PSDB-DF) e Irajá Abreu (PSD-TO), filho da ex-ministra da Agricultura, Kátia Abreu (PDT-TO), candidata a vice-presidente na chapa de Ciro Gomes, terceira colocada no primeiro turno presidencial.
 
Entre os senadores da FPA, apenas três conseguiram se manter. Desses, Ciro Nogueira (PP-PI) e Sérgio Petecão (PSD-AC) renovaram seus mandatos por mais oito anos. José Medeiros (PSD-MT) fez o caminho inverso de Heinze, Lucas e Abreu. Será deputado federal a partir da próxima legislatura.
 
Quem sai
Mas o resultado das urnas também trouxe baixas a lamentar nos almoços de terça-feira, quando a Frente Parlamentar Agropecuária se reúne, em Brasília (DF), para discutir sua estratégia. Congressistas com longo histórico de atuação como representantes da agropecuária nas duas Casas legislativas não foram reeleitos ou ganharam eleições para outros cargos.
 
Entre os principais nomes, está Ana Amélia Lemos (PP-RS), que candidatou-se a vice-presidente na chapa de Geraldo Alckmin e ficou sem mandato para a próxima legislatura. Outro nome de peso é Ronaldo Caiado (DEM-GO), que também deixa Brasília pelos próximos quatro anos. Foi eleito em primeiro turno para governar Goiás.
 
Quem também pode ficar fora é o tucano Antônio Anastasia - embora não apareça entre os integrantes mais atuantes na bancada ruralista - que disputa o segundo turno para o governo de Minas Gerais. Se for derrotado, no entanto, ainda tem mais quatro anos de mandato a cumprir como senador. Assim como Rose de Freitas (MDB-ES), que perdeu a eleição para o governo capixaba, vencida por Renato Casagrande (PSB).
 
Entre os que não renovaram o mandato de senador, estão Valdir Raupp (MDB-RO), Valdemir Moka (MDB-MS) e Benedito de Lira (PP-AL). Romero Jucá (MDB-RR) é outro “medalhão” que figura como integrante da bancada ruralista e não estará no Congresso Nacional a partir do próximo ano.
 
Na Câmara dos Deputados, a Frente Parlamentar da Agropecuária também teve baixas relevantes. Casos de Valdir Colatto (MDB-SC), Silas Brasileiro (PP-MG), presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), e o também mineiro Carlos Melles (DEM). Outro que ficou fora foi Osmar Serraglio (PP-PR).
 
Ex-presidente da FPA, o deputado Nilson Leitão concorreu a uma vaga no Senado pelo PSDB de Mato Grosso. Não foi eleito. É do Estado, no entanto, que chega à Câmara um deputado que deve se tornar voz atuante na bancada: o ex-secretário de Política Agrícola, Neri Geller, eleito pelo PP.
 
Pelo menos até o fim dessa legislatura, a FPA reúne 261 parlamentares, entre deputados (233) e senadores (28). Os 26 Estados e o Distrito Federal têm pelo menos um representante no grupo.
 
O colegiado tem integrantes de 23 partidos. As maiores bancadas internas atualmente são as do MDB (38 parlamentares), PP (34) e PSDB (27). O PSL, que disputa a Presidência da República com Jair Bolsonaro, tem três. O PT, que tenta voltar ao poder com Fernando Haddad, tem sete. 

Fonte: Revista Globo Rural
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Foto: Agência Brasil
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