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Em setembro, IBGE prevê safra de grãos 30,3% superior a 2016

10 de outubro de 2017

A estimativa de setembro de 2017 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas foi de 242,0 milhões t, uma alta de 30,3% (equivalente a 56,2 milhões t) em relação a 2016 (185,8 milhões t). A estimativa da área a ser colhida (61,2 milhões ha) cresceu 7,3% frente a 2016 (57,1 milhões ha). As informações são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA).

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos desse grupo e representaram, juntos, 93,7% da estimativa da produção e 87,9% da área a ser colhida. Em relação a 2016, houve aumento de 2,2% na área da soja, de 19,4% na área do milho e de 3,9% na área de arroz. Na produção, houve alta de 19,5% para a soja, 16,2% para o arroz e 55,2% para o milho.

Comparando-se os dados da Pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM) referentes a 2016 com os do LSPA de dezembro de 2016, encontra-se uma diferença de apenas 0,6% para a produção, o que corresponde a 1,1 milhão t.

Na avaliação para 2017, o Mato Grosso foi o maior produtor nacional de grãos, com participação de 26,2%, seguido pelo Paraná (17,2%) e Rio Grande do Sul (15,1%), que, somados, representaram 58,5% do total nacional previsto. Completam o grupo dos dez maiores produtores de grãos Goiás (9,4%), Mato Grosso do Sul (7,9%), Minas Gerais (5,9%), São Paulo (4,0%), Bahia (3,4%), Santa Catarina (2,9%) e Maranhão (1,8%).

Estimativa de setembro para a safra 2017 é 0,5% maior que a de agosto.

Destacam-se as variações nas seguintes estimativas de produção, em relação a agosto: feijão 2ª safra (3,8%), feijão 3ª safra (3,5%), mandioca (3,3%), algodão herbáceo (2,5%), sorgo (2,3%), laranja (1,7%), milho 2ª safra (1,5%), milho 1ª safra (0,3%), feijão 1ª safra (-1,0%), café canephora (-1,3%), café arábica (-4,4%), trigo (4,4%), cacau (-4,8%) e cevada (-6,8%).

ALGODÃO HERBÁCEO (em grão) – A produção do algodão está colhida em sua totalidade. A produção nacional estimada em setembro foi 2,5% superior à de agosto, com um rendimento médio 3,0% maior. A produção baiana manteve-se estável, enquanto a de Mato Grosso cresceu 3,7%. Ao todo, o país deve colher uma safra de 3,8 milhões t de algodão.

CACAU (em amêndoa) – A estimativa de produção de cacau em setembro é de 213,5 mil t, 4,8% menor em relação a agosto. A área plantada e a área a ser colhida diminuíram 2,8% e 3,2%, respectivamente, enquanto que o rendimento médio, de 356 kg/ha, foi 1,7% menor. Os dados foram influenciados pelas estimativas da Bahia de setembro, que apresentou quedas de 4,4% na área a ser colhida, de 7,1% no rendimento médio e de 11,3% na produção esperada no mês anterior.

CAFÉ (em grão) – A estimativa da produção de café alcançou 2,8 milhões t, uma redução de 3,8% em relação a agosto. Em setembro, houve reduções de 4,4% na estimativa da produção do café arábica e de 1,3% na estimativa da produção do café canephora (conillon). A produção do café arábica deve alcançar 2,1 milhões t. Minas Gerais, maior produtor do arábica, teve sua estimativa da produção reduzida em 5,2%, para 1,5 milhão t. Em São Paulo, a redução da estimativa da produção foi de 1,3%, para 262,4 mil t. O Paraná também reduziu sua estimativa de produção em 1,5%. A produção do café canephora (conillon) deve alcançar 614,4 mil t, queda de 1,3% em relação a agosto. A Bahia, terceiro maior produtor, teve sua estimativa reduzida em 10,9%, devendo a produção alcançar 105,9 mil t. O estado é responsável por 12,0% do total a ser colhido em 2017.

CEREAIS DE INVERNO (em grão) – A estimativa de setembro para a produção do trigoalcançou 5,2 milhões t, redução de 4,4% em relação ao mês anterior. No Paraná, a produção esperada de 2,3 milhões t, a área a ser colhida de 962,0 mil ha e o rendimento médio de 2.385 kg/ha, reduziram, respectivamente, 11,5%, 0,1% e 11,5%, quando comparados a agosto. Estima-se que 65% da área prevista para o estado esteja colhida. Para a cevada, a produção esperada para 2017 é de 397,7 mil t, queda de 6,8% em relação ao ano anterior.

FEIJÃO (em grão) – A estimativa da produção de feijão alcançou 3,4 milhões t. Comparada a agosto, a estimativa para a área plantada aumentou 2,3%, a produção aumentou 1,4% e o rendimento médio diminuiu 0,2%. Os maiores produtores são Paraná (21,2%), Minas Gerais (16,6%) e Goiás (10,9%) de participação na produção nacional. A 1ª safra de feijão está estimada em 1,6 milhão t, redução de 1,0% na produção, frente à estimativa de agosto. Essa redução deve-se, principalmente, à reavaliação das estimativas para o Estado de São Paulo, onde houve uma redução de 18.250 t, que representa 9,9% a menos do que em agosto.

A 2ª safra de feijão foi estimada com um aumento de 3,8% frente à estimativa de agosto, acompanhando os aumentos no rendimento médio (0,5%) e na área colhida (3,4%).Houve redução na expectativa de produção em Pernambuco (27,5%) e em Alagoas (43,3%), devido a problemas climáticos. O aumento na estimativa de produção da 2ª safra de feijão deve-se, principalmente, a Minas Gerais (4,2%), São Paulo (11,5%), Mato Grosso (9,9%), Bahia (18,7%) e Goiás (47,9%), que aumentaram as estimativas da área cultivada e do rendimento médio.

Em relação à 3ª safra de feijão, a previsão é de aumento de 3,5% na produção em relação à estimativa passada. Minas Gerais aumentou em 4,3% a estimativa da produção, São Paulo reduziu em 19,7%. Goiás é o segundo estado com maior produção, com estimativa de aumento de 4,4%. Para Mato Grosso, aumento de 27,0% na estimativa da produção em relação a agosto, devido a expansão da área plantada.

LARANJA – A estimativa de safra da laranja alcançou 17,3 milhões t, aumento de 1,7% em relação a agosto. Apesar da área colhida recuar 6,0%, o rendimento médio aumentou 8,2%. São Paulo é o maior produtor de laranjas do país, e deve representar 75,0% da produção nacional em 2017. Para o estado, a estimativa de produção é de 13,0 milhões t, um aumento de 2,4% em relação ao mês anterior. A área colhida reduziu-se em 8,7%, enquanto o rendimento médio aumentou 12,2%.

MANDIOCA – A estimativa da produção da mandioca foi de 20,8 milhões t, aumento de 3,3% em relação ao ano anterior. Os dados foram influenciados pelos aumentos da produção na Bahia e no Paraná. As estatísticas da mandioca foram reajustadas na Bahia, com aumento de 21,6% da área a ser colhida e em 19,5% da produção, que deve alcançar 2,1 milhões t. O Paraná elevou a estimativa da produção de 2,8 milhões t em agosto para 3,1 milhões tem setembro, aumento de 11,9%, repercutindo o crescimento de 16,3% na área plantada e na área a ser colhida.

MILHO (em grão) – Com novo ajuste positivo na estimativa de área colhida e rendimento médio na 2ª safra, a produção nacional de milho em 2017 deve alcançar 99,5 milhões t, aumento de 1,1% em relação a agosto. A produção de milho 1ª safra também aumentou 0,3%, e foi estimada em 31,2 milhões t, influenciada, principalmente, por aumentos na estimativa da produção do Paraná (0,9%) e de São Paulo (2,3%).

Em Goiás e no Paraná, o rendimento médio do milho 2ª safra apresentou queda de 3,3% e 1,6%. O impacto nas estimativas de produção dos dois estados juntos foi de 479,2 mil t a menos do que o previsto em agosto. Contudo, esta queda foi compensada pelo aumento de 1,2 milhão t no Mato Grosso, influenciado principalmente pela revisão de 3,2% no rendimento médio estadual, e pelo incremento de 352,3 mil t em São Paulo, após revisão de 12,4% no rendimento médio e de 3,7% na área colhida no estado.

SORGO (em grão) – A produção de sorgo foi totalmente colhida. Entre agosto e setembro, houve altas de 2,3% e de 2,7%, respectivamente, na produção e no rendimento médio da cultura, enquanto que a área plantada e a área colhida diminuíram 0,4%. Ao todo, o país deve colher uma safra de 2,1 milhões t. O rendimento médio da produção de Goiás cresceu 1,6%, enquanto que a área plantada e a área colhida recuaram 1,5%. O estado é o maior produtor de sorgo do país, com uma produção de 778,1 milhões t. A produção de Minas Gerais cresceu 7,3% e o rendimento médio em 6,6%, enquanto que a área de plantio e colheita aumentaram 0,6%. Ao todo, a safra mineira deve alcançar 720,5 mil t.


Fonte: IBGE
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