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Estresse térmico afeta a composição do leite

19 de junho de 2017

O estresse térmico, mesmo em baixos níveis, pode impactar significativamente sobre a produção e o bem-estar do rebanho leiteiro. Esta foi a conclusão de um estudo efetuado pela Lallemand Animal Nutrition.

Durante vários anos, a fabricante de alimentos e suplementos para a nutrição e a saúde animal procurou identificar e acompanhar os indicadores relevantes para avaliar a eficiência ruminal nos rebanhos e ajudar os agricultores a gerenciar seus rebanhos para otimizar a produção e o bem-estar. Esta abordagem permitiu coletar milhares de dados de diferentes regiões e diferentes sistemas de produção. Após a compilação, os dados obtidos das fazendas leiteiras sobre o estresse moderado ou severos mostram que em período de estresse térmico, diferentes indicadores foram afetados:

– A matéria gorda do leite, na relação TB/TP aparecem significativamente mais baixas em relação às outras estações, deixando evidente uma redução da eficácia ruminal;

O percentual de vacas com uma boa nota de escore corporal é menor;

O percentual de vacas saudáveis também cai;

A análise do esterco mostra redução na eficácia da digestão: alimentos não digeridos no esterco aumentam no verão, com a presença de cereais não digeridos;

O número de células somáticas do leite é significativamente maior, um indicador particularmente afetado pelas condições ruminais medíocres, que reflete igualmente, alterando o estado antioxidante.

A eficácia ruminal claramente afetada

Além disso, um recente estudo da Penn State Etyension revela uma correlação clara entre o nível do estresse térmico (indicador THI), o tempo diário de ruminação e a produção de leite. De acordo com o estudo, o aumento de 10 pontos do THI, a ruminação cai uma hora por dia e a produção de leite 2,7 kg/dia.

Aurélien Piron, técnico de ruminantes da Lallemand Animal Nutrition Comenta: “A eficácia ruminal é claramente afetada pelo estresse térmico. Portanto, além da utilização de métodos de redução de calor, recomendamos trabalhar intensamente para otimizar a função ruminal adaptando a ração (qualidade da fibra, e a dieta rica em energia, forragem de boa qualidade) e observando a estratégia de alimentação”.


Fonte: Portal Lácteo
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