Notícias

Manejo da tropa ajuda a limitar o avanço da anemia infecciosa equina

19 de junho de 2017

A anemia infecciosa equina compromete o desempenho dos cavalos do Pantanal. Mas dá para limitar o avanço da doença, melhorando o manejo das fazendas, já que o uso incorreto de instrumentos e ferramentas de trabalho foi, e ainda é, o principal disseminador da doença nos rebanhos pantaneiros.

“Antigamente, agulhas e seringas descartáveis eram caras. Então, se usava aquelas de ferro. E se usava mesmo agulha, a mesma seringa, para muitos animais. Então, quando existe esse compartilhamento, se o primeiro animal que recebe o medicamento, por exemplo, tiver um vírus, e aí se usar a mesma agulha pro segundo animal, o sangue que ficou na agulha, que parece uma quantidade muito pequena, tem milhões de partículas virais. E pode infectar todos os outros”, explica a veterinária da Embrapa Márcia Furlan.

Na fazenda da Embrapa Pantanal, que já é uma área livre de anemia, os pesquisadores trabalham para conscientizar os criadores de que é possível barrar o avanço da doença, tomando algumas medidas de manejo. A primeira delas é usar apenas material descartável na hora de tratar.

Outro problema de manejo que contribui para espalhar a doença é o compartilhamento da tralha de montaria. Especialmente das peças que podem causar ferimentos e sangramentos nos animais, como freios, bridões e esporas.

Se a fazenda não tem uma tralha para cada animal, o correto é fazer a desinfecção do equipamento logo após o uso. E não é difícil: basta lavar bem as peças com escova e uma mistura feita com 10 litros de água e 100 ml de detergente. Depois colocar tudo para secar no sol, que é um desinfetante natural. A Embrapa também aconselha trocar esporas afiadas por outro modelo, com pontas grossas e arredondadas que cutucam, mas não ferem os animais.

Se não dá para sacrificar os animais doentes, uma medida essencial é identificar os que têm o vírus e separá-los dos sadios, mantendo entre eles uma boa distância para que o mutuca (mosquito) não leve o vírus de tropa para outra. Evitar o trânsito de cavalos desconhecidos pelas áreas que já estão livres da doença também é fundamental. E também sempre exigir o exame negativo para a anemia na hora de comprar qualquer equídeo.

O controle da AIE é fundamental para a preservação do cavalo pantaneiro que ao longo de séculos vem ajudando os criadores a manejar o seu gado pelas terras inundadas da região. “Uma raça dessa presta serviço valioso ao homem. Ela vive de recursos naturais, não precisa nem suplementar”, diz a zootecnista da Embrapa Sandra Santos.


Fonte: Globo Rural
Voltar Imprimir
Deixar um comentário
Nome
Comentário
 

Notícias recentes

Pagamentos acima da referência são comuns no mercado do boi gordo 17 de agosto de 2017 Mercado em alta em todo o país.É a oferta curta que dita o ritmo. São os animais de cocho que garantem a maior parte da escala das indústrias. Ani...
Em MS 70% do milho 2ª safra já foi colhido 17 de agosto de 2017 Em Mato Grosso do Sul, 70% do milho da 2ª safra 2016/2017 já foi colhido, de acordo com a Circular Técnica nº 222, do Siga MS (Sistema de ...
Boi: Preço da arroba aumenta em todo o país 17 de agosto de 2017 As cotações da arroba do boi gordo estão em alta em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo pesquisadores do Cepea, as valorizações es...
Multas ambientais serão pagas com serviços e compra de cotas 17 de agosto de 2017 O Programa de Regularização Ambiental (PRA) deve ser autodeclaratório e as multas serão convertidas em serviços ambientais. Essas novidades foram...
Mato Grosso do Sul recebe Rally da Pecuária 16 de agosto de 2017 A Equipe 7 do Rally da Pecuária 2017 está no Mato Grosso do Sul na última semana da expedição para avaliar a produtividade do pecuarista sul-mato...
Preços do boi gordo continuam subindo no Brasil e tendência de alta é consistente 16 de agosto de 2017 Lygia Pimentel, consultora da Agrifatto, destaca que, no mercado do boi gordo, as escalas estão em processo de encurtamento, tendo em vista que há u...
Embaladas pelo mercado do boi gordo, as negociações começam a esquentar no mercado de reposição 16 de agosto de 2017 Com o cenário de firmeza no mercado do boi gordo, a procura de animais para reposição começa a aumentar.É fato que as negociações ainda ocorrem...