Notícias

Índia deve ser a nova China para o agronegócio nos próximos anos

16 de fevereiro de 2017

Em dez anos, a Índia se tornará para o agronegócio o que a China é hoje. Foi o que destacou o economista e palestrante Ricardo Amorim, nesta segunda-­feira (13), durante o primeiro dia do “Simpósio Internacional de Vitaminas e Tecnologias”, organizado pela empresa DSM, em Guarulhos (SP). Para dar suporte ao seu raciocínio, Amorim usou como argumento o fenômeno de um novo crescimento da classe média mundial, principalmente nos países emergentes. Segundo ele, a expansão da classe média acarreta diretamente em maior consumo de carnes, de proteína animal.

De acordo com Amorim, o papel da Índia como grande consumidor de produtos agrícolas será puxado pelo aumento de renda da população. “Hoje, a renda média do cidadão indiano é um quinto da renda do chinês”, disse. Amorim pontuou que, em um prazo de uma década, quando a China tiver consolidado seu salto de consumo, será a vez de a Índia carrear a demanda. “Ou seja, teremos aí mais uns 30 anos de forte demanda, sem contar outros países asiáticos.” Segundo ele, a Índia – mesmo com renda média inferior à da China – já mexe, por exemplo, com o mercado de açúcar. “Por quê? Porque se trata da fonte de energia mais barata que existe”, pontuou, ressaltando que “a importância do agronegócio na economia mundial será cada vez mais crescente”.

Agregar valor

Na avaliação de Amorim, para abocanhar mais mercados consumidores agrícolas, o Brasil tem que investir na agregação de valor da produção, processo que trará mais receita. “Temos, por exemplo, que transformar grãos em carnes, e assim por diante.” O palestrante chamou atenção para o fato de que a carga tributária que incide sobre os produtos industrializados é muito maior do que sobre as commodities, o que dificulta a verticalização das cadeias produtivas pelo agronegócio brasileiro. “E quanto mais básico o produto, mais peso tem a infraestrutura logística no seu preço, o que nosso caso é negativo, em razão da deficiência do Brasil neste aspecto.”

Em sua exposição, Amorim destacou, ainda, que os preços das commodities em reais estão em níveis elevados, e que este é um dos fatores que endereça certa valorização nos preços das terras agrícolas. No tocante ao cenário macroeconômico, ele acentuou que o Brasil está na antessala de uma virada de ciclo, com os investimentos retornando para o País. “O BC vai acelerar o corte da taxa de juros e o dólar apresenta uma ligeira tendência de queda pelo fluxo de capital que está entrando e que deve ingressar no País.”


Fonte: InfoMoney
Voltar Imprimir
Deixar um comentário
Nome
Comentário
 

Notícias recentes

4º Campeonato de Ranch Sorting de MS acontece amanhã 24 de março de 2017 O 4º Campeonato NTRMS 2017 de Ranch Sorting de Mato Grosso do Sul será realizado neste sábado (25), das 10h às 17h, dentro da programação da...
Brasil exporta 63,1 mil toneladas de carne bovina in natura até a terceira semana de março 24 de março de 2017 Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, até a terceira semana de março, o Brasil exportou 63,1 mil toneladas de ...
Operação Carne Fraca: Uruguai irá manter restrição apenas para plantas investigadas 24 de março de 2017 Em coletiva de imprensa, o ministro Tabaré Aguerre, do Uruguai, confirmou que o país não irá suspender a importação de carne brasileira, destaca...
Boi: Pecuária vive momento delicado e negociações travam 24 de março de 2017 Nos últimos dias, a pecuária brasileira, setor responsável por 7% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional e que, “dentro da porteira”, ...
Sem produto do Brasil, importadores têm dificuldade em comprar carne de frango 24 de março de 2017 As vendas brasileiras correspondem a cerca de 40% do comércio mundial de frangos. Acrescenta-se a isso o fato da gripe aviária ter chegado aos Estad...
Brangus aumenta plantel para mais de 400 mil animais 24 de março de 2017 A década de 1940 marca o início do boom da pecuária no Brasil. Foi nessa época que técnicos do Ministério da Agricultura, em Bagé (RS), realiza...
Blairo Maggi diz que recuperação da exportação de carnes pode levar até 5 anos 24 de março de 2017 O ministro da Agricultura, Blairo Maggi apresentou hoje (22) aos senadores os números do prejuízo que o Brasil pode ter no comércio internacional p...