Supremo já decidiu: Delação por si só não tem força de prova

Segunda, 17 de setembro de 2018 às 14h01

É muito  importante que as pessoas, dentro desta nova onda de investigações e prisões, entendam como distinguir o que tem fundamento como prova e o que vem por mera delação premiada. 

 
Como no caso de Mato Grosso do Sul, recentemente também envolvendo o Governo Estadual, abriu-se um inquérito baseada tão somente em delações premiadas, temos que compreender que a matéria já é jurisprudência no Supremo Tribunal Federal – que é o órgão que dá a última palavra ou decisão – no sentido de que o que vem em forma de delação premiada não tem força probatória para fins de condenação.
 
Sabe-se que o delator fala procurando atenuar sua situação processual e até penal.
 
Há que se apurar se existem provas reais. Hoje, como o apontado Reinaldo Azambuja é candidato à reeleição pelo governo do Estado de Mato Grosso do Sul, liderando as pesquisas de intenção de voto, setores da imprensa procuram jogar o foco em cima do que foi forjado e não na verdade real dos acontecimentos.
 
Portanto, devagar com o andor, porque se tropeçar e cair, o santo quebra. Ou seja, é muito cedo para se vangloriar da desgraça alheia. Os eleitores sul-mato-grossenses já perceberam a jogada. Ainda bem.
 
A incrível coincidência é que um dia após a prisão do ex-governador do Paraná, Beto Richa, o alvo é exatamente o  Executivo de Mato Grosso do Sul. Por que será tamanha marcação com o PSDB? Seria para beneficiar o candidato Jair Bolsonaro ou para prejudicar a candidatura de Geraldo Alckmin para a presidência?
 
Se assim continuar, quem realmente se beneficia com tudo isso são os candidatos do PT. Portanto, muita atenção nessa hora.
 

Jonatan Pereira Barbosa

Palavra do Presidente

Presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul)