Colunistas

Jonatan Pereira Barbosa

Palavra do Presidente

Presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul)

É preciso dar um basta no caos

Sexta, 15 de julho de 2016 às 17h02

Apesar das tentativas de se chegar a um consenso pacífico sobre a questão da demarcação das terras para uso indígenasem Mato Grosso do Sul, forças contrárias à esta pacificação no campo atuam no sentido contrário e com claro objetivo de acirrar a disputa pela propriedade com produtores rurais.

Além da ausência de vontade política do Governo Federal – quem deveria atuar para solucionar a questão que se arrasta há décadas – a mesma União vem no apagar das luzes do suspenso Governo  Dilma e edita portarias de forma arbitrária, inconstitucional e ao arrepio de decisão do Supremo Tribunal Federal, abrindo margem para discussão sobre a posse de extensa área em Caarapó (MS), o que culminou num confronto violento com a Polícia Militar e na morte de mais um indígena.

Em recente entrevista ao programa semanário Caminhos do Produtor, que a Acrissul apresenta no Canal Agrobrasil, o deputado Zé Teixeira, que já foi vítima de invasão de terras por indígenas na região Sul do Estado, afirmou com muita autoridade que a solução para esse conflito só virá quando a ideologia sair do foco e quando a Funai deixar de ser esta instituição falida que faz tudo, menos cuidar do índio.

A grande verdade é que o Cimi (Conselho Indigenista Missionário), patrocinado por ONGs internacionais,  vem há tempos usando os indígenas como massa de manobra para proteger interesses estranhos à causa. Os índios não querem terra. Se assim fosse a criação da reserva denominada Panambi, na região de Dourados, além de outras, já teria resolvido o problema das aldeias.

Índio quer ter qualidade de vida, atendimento médico, assistência social, quer ter o direito de preservar sua cultura e suas tradições. É público, notório e sabido por todos que organismos alheios à cultura indígena sul-mato-grossense vêm “importando” índios do Paraguai para engrossar as chamadas “fileiras da resistência” e, claramente ferindo o princípio da soberania brasileira.

E por outro lado, para conter a onda de invasões encomendadas e evitar a violação do sagrado direito de propriedade, estamos vivendo um Brasil politicamente caótico, sem autoridade para fazer cumprir a lei e a Constituição e garantir os direitos fundamentais e humanos conquistados de forma legítima.

Estamos vivendo um conflito agrário que só interessa para meia dúzia de células ideológicas radicais, que encontram na crise fundiária uma forma de manter um status político fundamentado na manipulação dos menos favorecidos.

A Acrissul vem participando ativamente há tempos de todas as frentes de discussão visando uma solução para a questão, mas, até agora, o que se assiste são discursos demagógicos e propostas que não se cumprem, frustrando indígenas e proprietários rurais.

Estamos às portas do início dos preparativos para o plantio de mais uma safra de verão e justamente a região Sul do Estado, uma das mais ricas fronteiras agrícolas de Mato Grosso do Sul, vem novamente sendo ameaçada de ter de suspender suas atividade agropecuárias simplesmente por ausência de segurança jurídica. Até quando?

É preciso dar um basta na desordem e uma chance para um Brasil que dá certo.
 

Voltar Imprimir


Cotações de 20/10 - MS

R$ 131,00 Boi gordo
R$ 121,00 Vaca gorda
R$ 1186,07 Bezerro à vista