Colunistas

Jonatan Pereira Barbosa

Palavra do Presidente

Presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul)

O triunfo do agronegócio

Terça, 08 de março de 2016 às 10h09

O grande fato de março até agora sem dúvida nenhuma não foi a Operação Lava Jato, foi o anúncio feito pelo IBGE do PIB de 2015 onde, ao  contrário dos outros segmentos  da economia que registraram retração, a agropecuária emplacou um crescimento de 1,8%, apesar de todos os pesares. Resultado este justificado pelo excelente resultado das exportações de carnes e grãos, consolidando a posição do Brasil como um país competitivo e fornecedor de excelente qualidade.

É bom que se registre que esse resultado não foi dos melhores dos últimos anos e até porque a agropecuária ainda enfrentou, de quebra, um aumento sem precedentes nos custos de produção, que acabou por afetar a lucratividade do campo. A valorização da moeda americana frente ao Real trouxe bons e maus resultados. Para as exportações a supervalorização do dólar caiu como uma luva, mas para quem importou (insumos) acabou tendo de pagar o preço da variação cambial.

Ainda neste diapasão, também é bom sublinhar o fato de que desde a edição original do Real (nos idos de 1994), a agropecuária vem servindo de âncora (verde) do plano econômico do PSDB que tirou (na época) o Brasil da crise provocada pela hiperinflação, um fantasma que hoje ronda o Brasil do governo petista.

De 1994 para cá o setor vem enfrentando praticamente as mesmas dificuldades, de forma cíclica, em vários setores. A carga tributária imposta ao produto primário brasileiro é absurda, uma das maiores do mundo.
No campo das exportações, apesar da qualidade do produto agropecuário, ainda se enfrenta os mais variados tipos de embargos para tentar frear o Brasil.

No interior brasileiro, onde a máquina da produção agropecuária opera em ritmo acelerado, ainda há perdas significativas nas lavouras por falta de estradas, pontes e infraestrutura viária compatível com a quantidade de grãos e carnes produzidos. 

O campo tem espaço para crescer, mas a burocracia, a insegurança jurídica e a carga tributária insuportável ainda fazem emperrar esse setor que só tende a crescer ano a ano, em quantidade e em produtividade. Talvez nenhum setor tenha avançado tanto em tecnologias de produção quanto a agropecuária.

Em 15 anos a produtividade de grãos brasileira cresceu 750%. Em quatro décadas saímos da vergonhosa condição de importador de carnes para as primeiras posições no ranking de produção e exportação do produto. O brasilian beef é conhecido no mundo inteiro por seu sabor, textura, maciez e precocidade. De cada 10 frangos consumidos no mundo, oito são brasileiros e mais de uma dezena de países consomem a carne suína brasileira, produzida dentro dos mais altos padrões de qualidade e sustentabilidade.

E os resultados estão aí. A cada dia o País conquista novos mercados, gera mais empregos, contribui para o saldo positivo da balança comercial e, lá fora, é capaz de atender aos mais exigentes mercados consumidores.

Lá vem o Brasil...
 

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